Namorar ou Ficar?
Por Paulo Fernandes (Departamental JA da Associação Paulita Oeste)
Vivemos em um mundo em que sofremos mudanças a cada dia. Há, porém algumas coisas que não temos como pegar atalhos. Uma delas são os princípios (pilares irremovíveis de nosso caráter). Outra é o caminho que leva a felicidade.
Com as marchas de nossa sociedade, o comportamento tem sofrido pressões de toda a espécie. Uma, é de aspecto afetivo – ter um namorado (a). Isto tem antecipado o início desta fase que é uma das mais belas da vida. O que era para se iniciar aos 15 ou 16 anos, foi antecipado para os 13, 12 e em alguns casos até antes disto.
Alguns procurando subterfúgios dizem: “no tempo da minha bisavó, as meninas se casavam aos 15 ou 16 anos”. É verdade, porém temos que ver os resultados:
- O número de infelizes (porém em silêncio), era maior que hoje.
- Poucas eram as meninas que freqüentavam escola.
- O índice de bebês com problemas era maior (mortalidade infantil)
- A mulher era tida como um objeto, era desprezada, e entre suas funções estavam: servir ao marido e manter a espécie através da procriação.
Porém nos dias de hoje, a vida é totalmente diferente a de 60 anos atrás. Os garotos e garotas, moças e rapazes têm cursos, concursos, vestibulares a fazerem, etc. Todos têm que se preparar para um mercado de trabalho e de vida cada dia mais competitivo. É triste ver o número cada vez maior de meninas gestantes. A carreira profissional e estudantil interrompida. Onde foram parar os sonhos naturais do vestido de noiva, álbum de fotos, lua de mel, etc. Para elas a frase dos Beatles parece fazer mais sentido “o sonho acabou!”.
O problema tem se agravado com a popularização de uma modalidade diferente de namoro – o “FICAR”.
O que é “ficar”? – É um namoro sem compromisso, rápido, que dura: horas, podendo se estender a 2 ou 3 dias, ou dependendo das circunstâncias, algumas semanas. Geralmente acontecem nos acampamentos de verão, excursões, férias, praias, clubes, e mais recentemente na “baladas”, etc. Este tipo de relacionamento é perigoso e destrutivo, porque não tem base. É apenas emoção, paixão cega e momentânea, como dizem alguns “um remédio para as carências afetivas”, portanto um namoro egoísta e perigoso.
Algumas Desvantagens do “Ficar”:
- As garotas ficam mal faladas.
- O relacionamento é supérfluo.
- A atração sexual vem em 1º lugar.
- É uma ilusão (para curar a solidão?).
- Sempre após o ficar, um “curti” com a cara do outro.
- Gera o sentimento de ser um produto descartável, tipo – usa-se e joga fora.
- Há um peso de consciência. Sentimento de culpa.
- Há dificuldade para controlar os impulsos sexuais.
- Pode acontecer uma gravides indesejada (e aí…).
- É egoísta. (logo, não é bom!)
Gostaria de sugerir:
- Aos adolescentes e jovens, para que pensem melhor na formação acadêmica, profissional, bem como espiritual e namorem bem e na hora certa.
- Aos pais, para que não sejam policiais ou juizes, mas amigos de seus filhos – os melhores!
- A Igreja, com seus educadores, pastores, médicos e conselheiros para que busquem sempre instruir.
Veja Também: Entrevista Com Pastor Paulo Fernandes












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